Consciência como Domínio do Ensino de Segunda Língua

O ensino de língua é um processo de construção de uma consciência de linguagem. É parte do trabalho do professor pavimentar essa via.

Nem todo mundo sabe ensinar uma língua. Para ensiná-la, é preciso não só saber como se usa essa ferramenta, mas também é necessário estar consciente da própria língua e saber como encontrar os caminhos de transmissão desse conhecimento para os outros. Os aprendizes esperam lidar com um conteúdo ao mesmo tempo digerível e instigante, assim o professor deve oferecer a análise apropriada que torne possível comer esse elefante: um bife por vez. Ensinar uma segunda língua é menos uma atividade de instrução de processes de operação de uma nova ferramenta do que é uma experiência de coaching na qual o professor desempenha um papel ao mesmo tempo de um instrutor e de um líder para inspirar os aprendizes nesse novo modo de viver. Continue reading “Consciência como Domínio do Ensino de Segunda Língua”

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Awareness as Key to Master Second Language Teaching

Language teaching is a process of building the conscience of language. It’s thus part of the teacher’s job to set this way on.

Not everyone can teach a language. As to teach it, one does not only need to know how to use this tool, but it is necessary to be aware of the language itself and to know how to find the ways to show this knowledge to others. The learners expect to deal with a content at the same time edible and engaging, so the teacher is to offer them the proper analysis that makes possible eating this elephant: a steak at a time. Teaching a second language is less an activity of instructing on instrumental processes of a new tool’s operation principles than an experience of coaching in which the teacher performs a role both of an instructor and a leader to inspire the learners in this new way of living.

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Tsunamis de um Salto de Sapo. Traduções do Haicai de Basho

Uma antologia de traduções do Haicai do Sapo, o poema japonês mais influente da história.

Cai dentro. Aqui você vai ler um monte de traduções do mais importante poema da literatura japonesa. A gente falou um pouco dele no último post. E a despeito de não termos explorado ainda as reais dimensões de sua importância, eu acho que vale à pena conhecer essa miríade de traduções. Através dessas 29 tentativas de tradução, qualquer um consegue uma pista da complexidade de sentidos que o Totem Sapo carrega.

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A Tentação da Ignorância ou A Benção do Totem Sapo

O sapo de Matsuo Basho está pulando n’água desde 1686 e esse pequeno haicai ainda continua a nos iluminar. Aqui estão algumas das minhas “iluminações”.

Continuo sem saber japonês. E continuo tentando entender os sentidos escondidos atrás das traduções que consigo ler. Proximidade não é menor distância. (Heidegger) Essa é a razão pela qual sou compelido a ver mais do que meus olhos alcançam. No entanto tem alguma coisa que me perturba. Tudo que posso deduzir vem de comentários de traduções. Algum tipo de conhecimento alcançado talvez não por meios racionais, senão por algum tipo de iluminação. Tenho essa inquietude, de fato, porque em todas as traduções feitas até hoje somente percebem os fatos mais diretos expressos pelo poema. Todos deixam escapar uma coisa que participa da natureza do haicai. Todos se esquecem de que haicai também é caligrafia. Haicai também é desenho.

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Tsunamis of a Diving Frog. Basho’s Haiku Translations

An anthology of the Frog’s Haiku translations, the most influential Japanese poem in the world.

Jump in. Here you can read a bunch of translations of the most important poem of the Japanese Literature. We have talked a little about this haiku in our last post. And despite we didn’t explore yet the real dimension of its importance, I guess it’s worth knowing this myriad of translations. Throughout these 31 translation attempts, we can get a clue of the deeper meanings of the Totem Frog.

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The Temptation of Not Knowing or The Totem Frog’s Blessings

Matsuo Basho’s frog is jumping in the water since 1686 and this little haiku is still enlightening us. Here are some insights on this amazing poem.

I still do not know Japanese. And I’m still trying to figure out the deeper meanings behind the translations I’m able to read. Proximity is not less distance. (Heidegger) That’s why I’m compelled to see more than my eyes can read. All I can infer comes from commentaries on translations. However, there’s something that bothers me. Some kind of knowledge achieved perhaps not by rational ways, but by some kind of enlightenment. I have this disquietude, in fact, because all translations until now only perceive the rough meanings of the facts expressed by the poem. They all misses something that participates of the very nature of the haiku. They forget that haiku is also calligraphy. Haiku is drawing too.

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Design de palavras: A Linguagem como Artefato

O homem produz artefatos para mediar sua relação com o mundo, a isso chamamos design. O projeto, o desenho, o uso. Será que a própria linguagem não seria também um artefato midiático?

A história do design é a história da produção de artefatos. Desde que somos humanos — e isso faz bastante tempo –, produzimos objetos que se interpõem entre nós e o mundo. E é por causa da primeira pedra que um ancestral nosso jogou num roedor no meio da floresta que hoje somos capazes de deduzir verdades cosmológicas por meio de números e, em última instância, alongar nossos sentidos bem além de Plutão. Continue reading “Design de palavras: A Linguagem como Artefato”

Design for Words: The Language as Artifact

Men create artifacts to mediate their relationship with the world. We call it Design. The project, the drawing, the using. Can language itself be a media artifact?

The history of design is the history of the production of artifacts. Since we’re humans — it started a long time ago — we produce objects to stay between us and the world. The first step into it was the first rock used by an ancestor to kill a hunt in the middle of a forest. That’s why today we are capable of inferring cosmological truths by numbers and, at last, stretching our senses far beyond Pluto. Continue reading “Design for Words: The Language as Artifact”